Brandão vai a Brasília na expectativa de definição do PT sobre aliança no MA


Governador espera se reunir com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, na próxima semana.

São Luís – Passado o período de Carnaval, as articulações políticas voltam a ganhar força com foco nas eleições de 2026. Um dos principais pontos em discussão no Maranhão é a relação entre o PT e o MDB na disputa pelo governo do estado, cenário que tem movimentado lideranças locais e nacionais.

Tanto o presidente nacional do PT, Edinho Silva, quanto o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, já sinalizaram que os partidos não devem estar no mesmo palanque na sucessão estadual, aumentando a expectativa sobre os próximos passos das alianças políticas.

Diante do impasse, o governador Carlos Brandão pretende ir a Brasília na próxima semana para buscar uma definição diretamente com o comando petista. A expectativa é de que ele se reúna com Edinho Silva, mesmo após o dirigente ter informado a lideranças maranhenses que a decisão final deverá passar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo interlocutores do governo estadual, a estratégia do Palácio dos Leões é garantir a neutralidade de Lula no cenário local, mesmo que o PT opte por apoiar outro nome. A avaliação é de que um movimento semelhante já ocorreu em 2014, quando houve separação entre alianças nacionais e estaduais.

Outro argumento que deve ser levado às negociações é a força política do grupo liderado por Brandão, que reúne mais de 150 prefeitos no Maranhão. A base governista acredita que esse apoio pode assegurar palanque forte para a reeleição do presidente, independentemente de um apoio formal ao candidato do governo estadual, que deve ser Orleans Brandão.

Nos bastidores, contudo, aliados ligados ao grupo dinista articulam para evitar essa construção. A aposta é na influência política em Brasília para impedir o apoio petista ao nome defendido pelo MDB e provocar uma mudança no cenário da disputa.

Com a retomada das agendas políticas após o Carnaval, as próximas semanas devem ser decisivas para definir os rumos das alianças e o posicionamento do PT na sucessão maranhense.

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